Empreendedorismo,  Vida de Dona de Casa

Dia da mulher?

Precisamos realmente de um “Dia Internacional da Mulher”?

Confesso a vocês que sim, quis ignorar esse dia. Não, sério, pra mim não dá!

A única coisa que pensava sobre o dia de hoje, 08/03/2018 é que teria o meu celular abarrotado de mensagens prontas, gifs, cards e toda essa baboseira que os grupos de “wats” (que fujo deles feito o diabo da cruz..kkk) adoram! Alias, coisa chata essas mensagens de corrente no wats, credo!É um festival de “bom dia”, boa tarde e boa noite que não acaba mais.

 

..Desculpa divaguei. Vamos voltar ao tema de hoje: O Dia Internacional da mulher.

Na minha lógica infantil e sem nenhum conhecimento científico filosófico antropológico ou a fim: Precisamos de um dia do ano para sermos lembradas?

Então, concluo que,provavelmente,  nos outros 364 somos esquecidas. Tipo “dia do Índio, dia da árvore, dia do “sei lá o quê”…

Tá tudo bem… Sei o que aconteceu nesse dia e sua importância: vou deixar esse link AQUI pra quem quiser mais informações.  Sei também que, ainda milhares de mulheres são mortas todos os anos, que temos salários incompatíveis com o dos homens, que ainda tem carreiras que não somos bem vistas. Sei de tudo isso.

Mas, ainda assim questiono: Ainda precisamos de um, 1 único dia do ano para sermos lembradas?

Para que nos deem a importância merecida nessa sociedade tipicamente machista que ajudamos a educar?

Ai, depois de divagar doidamente por 3 minutos sobre esse tema, pensei: Como vai ser daqui a algumas décadas, quando os homens começarem a clamar por um dia especialmente dedicado a eles, os machos?

i ser assim…

Vamos nos reunir no Congresso, que será formado por uma maioria esmagadora de mulheres, e vamos decidir se, os homens, merecem um dia especial. Após inúmeras discussões, chegaremos a conclusão que, se esta data, não interferir com datas mais importantes, como o “Dia das mães”…sim, poderemos das aos pobres homens o direito de ter um dia só seu, será o “Dia Internacional do Homem”. Nesse dia, eles farão reuniões para “tentar entender as mulheres”, e racionalizar as causas que os levaram a chegar nesse ponto: de ter que ter um dia para discutir suas causas.

Me desculpem, mas não quero precisar de um “dia” para me lembrar quem sou…Quero que todos os dias sejam “dias”.

Dias de homens, de mulheres, gays, lésbicas, indiferentes…dia  dos negros, brancos, índios, pardos… Dia dos católicos, judeos, evangélicos, batuqueiros, espíritas, mulçulmanos…

 

Dia de Ser Humano, sem gênero, sem raça, sem credos, apenas  HUMANO.

Beijos, a todas as mulheres pelo nosso “dia”!

 

 

 

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